
Neste fim de semana a Cultne TV, o maior acervo audiovisual de cultura negra da América Latina, lança a reportagem”Sambópera Woy”, com entrevistas, trechos e legendas em alemão da estréia da Opera “WOY – Eine karnevaleske Sambópera in vier Akten”, uma interpretação livre de Georg Büchners “Woyzeck”, uma das obras mais encenados da Europa. Uma jornada exuberante e transformadora idealizada pelo diretor, ator e dramaturgo carioca radicado na Alemanha Alex Mello, que estreiou triunfal, com uma casa lotada no dia 25.11. 2023 no Rautenstrauch-Joest-Museum na cidade de Colônia, Alemanha.
https://cultne.tv/temas/1/jornalismo/video/352/sambopera_woy
Impressões:
“Woyzeck ” o popular „Woy“ era uma mulher negra e pobre da periferia do nordeste do Brasil, migrante, mãe-solo, quase cega, quase surda, violentada pelo racismo e mãos patriarcais, luz e sombra… „Cada ser humano é um abismo que nos deixa tontos quando olhamos para baixo“. Encontrar „Woy“ em mim foi lugar-encruzilhada de tantos mundos!
No último sábado foi a estréia de “Woy – eine karnavaleske Sambópera in Vier Akten ”! Um grande espetáculo, festa, manifesto…sambópera!! Carnaval! Com concepção, dramaturgia e direção fenomenal do grande Mestre-Salas da noite, o brilhante @alexmello.x e colaboração da grande Adriana Schneider Alcure, conduziram juntos a parceria com a @akademiederkuenstederwelt ! Uma obra que desafia a geração confortável do “Triggerwarnung”, “alerta gatilho” a olhar de perto os “Abgrunde”em cada um de nós, reproduzidos historicamente e vivos, enraizados e presentes na atualidade. O coração ainda vibra no baque do trovão do esplêndido Maracatu Colônia, que assim como o samba nas suas diferentes cadências e passagens históricas, permearam o espetáculo, descolonizando nomes e atmosferas. A emoção é imensa ao lembrar das Performances autênticas, viscerais e avassaladores de Black Pearl de Almeida Lima, Jota Ramos, Thiago Rosa, Tatiana Lopes, Dianna Jacksan, a potência do Theater Lusotaque, a presença marcante em voz e olhar do fenomenal cantor de ópera Mauricio Virgens, a beleza da voz e violão da cantora Denise Kramer ! Parabéns pela grandeza das mais de 150 pessoas, coletivos, instituições envolvidas num trabalho de imensa envergadura! A Obra de Alex demonstra a força do que materializamos a partir das nossas existências diaspórica no Norte Global! Carregamos toda a legitimidade para falar à partir das nossas histórias e referências! Isso mostra, que para nós nos fazermos presentes e ocuparmos espaços, atravessar camadas de dores, diferenças e opressões não nos impede do pioneirismo, da grandeza. Exu abre os caminhos! Ressignificamos tudo isso ao nos banhar nas águas dos nossos caminhos, conduzidos pela dança que é movimento, círculo, linguagem e força comunitária em nós! Grandioso espetáculo! Parabéns e imensa gratidão, Alex!”
(texto publicado no Instagram de Betânia Ramos Schröder)



Mit: Regie & Dramaturgie: ALEX MELLO Mitarbeit: ADRIANA SCHNEIDER ALCURE CHOR VOZES DO BRASIL – Chordirigent : JEAN KLEEB MARACATU COLÔNIA – Musikalischer Leiter: ALFONSO GARRIDO THEATER LUSOTAQUE (Theatergruppe der Universität zu Köln) IJULA – Intersektionales Jugendlabor Performer*innen: BLACK PEARL DE ALMEIDA LIMA, JOTA RAMOS, THIAGO ROSA, TAIANA LOPES und DIANNA JACKSAN Opernsänger: MAURÍCIO VIRGENS Sängerin: DENISE KRAMMER Kostüme: PANAMÉRICA TRANSATLÂNTICA (VIVI MÉNDEZ MOYA, DADO AMARAL, GABRIELA SALOMONE) Raumgestaltung und Requisiten: Kollektivarbeit Regie- und Workshopassistenz: LUISA PAREJA Projektion: ROBERTA DE LACERDA MEDINA Videodokumentationen: JAKOB GEHRMANN
Der Abend und die Aufführung selbst sind als ein performatives Symposium gedacht, das mit einer spirituellen Zeremonie eingeleitet wird. Die Performance-Intervention “Woy” blickt auf das klassische Werk des deutschen Theaters, um über das Heute, über das Jetzt zu sprechen, um über diejenigen zu sprechen, die ihre Existenz am Rande konstituieren. Der rote Faden der Performance regt die an den Workshops beteiligten KünstlerInnen an, in der Gruppe und individuell zu überlegen, wer ist dieses WOY heute? Ist er eine Frau? Ein Mann? Ist er ein fluides Geschlecht? Was sind die Debatten, die ihre Lebenserfahrungen und Biografien in der Gesellschaft auslösen? In dem ursprünglichen Stück, einem unfertigen Werk, geht es um Tod, Zugehörigkeit, Verdrängung und Auslöschung. Heute, im Jahr 2023, gehen diese Erfahrungen, die als marginal verstanden werden, auf die Straßen, auf die Plätze, in die sozialen Netzwerke und sprechen vom Leben, von der Rettung, von der Zuneigung, von der Beschäftigung, von der Sichtbarkeit… Unsere “WOYS” werden in einem Karnevalsumzug geboren und bitten Exu und Bacchus um Erlaubnis, das Publikum zum Tanzen, Nachdenken und Singen von Strategien des Überlebens und der Ermächtigung durch das Ritual des Karnevals einzuladen.






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