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Quem somos!
“O lixo vai falar! E numa boa!” — Lélia Gonzalez Entre 2020 e 2022, a convite da filósofa e premiada escritora Djamila Ribeiro, criamos juntas a coluna Vozes da Diáspora, onde publicamos nossos artigos de opinião na prestigiada revista CartaCapital Online. Foi uma experiência marcante: um espaço onde a literatura escrita se tornou território de…
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Entre fogueiras, memórias e justiça / Por Betânia Ramos Schröder
Semana passada, conversava com Meri, minha irmã, que com muito carinho disse: “Bé, chegou a época do ano que tu mais gostas, né? O São João!” Uma época das águas,do fogo, da fé, da força do trovão!! A distância faz essas coisas com a gente, nos coloca no lugar de nostalgia que a memória prepara.…
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Sons, identidades e resistências/ Ana Graça Correia Wittkowski
Há muito se sabe que a música é uma linguagem universal. Experiências auditivas podem romper fronteiras. E quando as pessoas não estão presas aos seus preconceitos, conseguem vibrar, identificar-se, gostar — ou não — de um ritmo. Pode ser simplesmente uma questão de gosto, ou uma identificação que nem sempre se explica por meio da…
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Nossos caminhos de resistências / Rejane Stuntebeck
Rejane Stuntebeck Mulher Preta, Educadora, filha, mãe, esposa, Enfim eu… A branquitude de toda a Europa colonizou o mundo: a América Latina, a África, parte da Ásia… podemos dizer que colonizaram o mundo. Para nós da América Latina, desde os anos de 1492, quiseram arrancar-nos a vida, a alma, a cultura, nossos costumes… Tiraram-nos a…
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“Bordados da Mamória” / Terezinha Malaquias
Chego no Brasil. Ainda no aeroporto ouço o meu idioma materno e me emociono. Entendo tudo naturalmente, sem pensar ou fazer nenhum esforço. Olho as pessoas e vejo outros rostos, corpos diferentes dos que tenho visto nos últimos quinze anos, desde que deixei meu país natal. Vou para a casa da minha mãe e do…
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De cor pra cor / Ana Graça Correia Wittkoviski
Nascida e criada em Salvador da Bahia. Quinta de oito crianças, formada em Letras Vernáculas pela UFBA. Pós-graduada em Literatura Contemporânea pela UEFS-Bahia. Formada em Etnologia e Lusitanística pela Johannes-Gutenberg-Universität-Mainz. Fundadora da ONG-BrasilNilê. Embaixadora da Década Internacional dos Afrodescendentes na Alemanha. Hoje acabei de ler o livro de Ana Maria Gonçalves, “um defeito de cor”. …
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“V”- um poema de Betânia Ramos Schröder pelo 5 de Maio – Dia da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona
A palavra-colônia que a história me impusera a escrever letras-promessa descumprida de pertencimento Dilema… Inventar a minha língua? Recolonizá-las? Não!! Eu quero com elas atravessar fronteiras de pernas próprias Olharei para elas cara a cara Senti-las. Reinventá-las E também a mim mesma. Sim! Vou colocá-las para dançar, assim como mortes as quais quero presentear meu…
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“Os silêncios sobre a Ditadura Militar em famílias negras brasileiras” / Stephane Ramos da Costa e Betânia Ramos Schröder
Originalmente publicado no Estreado no fim de 2024, o filme “Ainda estou aqui” já se consolidou como uma importante ferramenta de enfrentamento ao negacionismo histórico, que insiste em reduzir e silenciar os horrores da Ditadura Cívico-Militar. Dentre os diversos aspectos que impressionam na adaptação do livro de Marcelo Rubens Paiva, o que nos interessa aqui…
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A presença de artistas e ativistas afro-brasileiras no Internationale Frauen*Theater Festival in Frankfurt
Na próxima segunda-feira, 16 de setembro, a cidade de Frankfurt receberá mais uma edição do Festival Internacional de Teatro de Mulheres, sob a direção artística da pedagoga, coreógrafa e ativista Barbara Luci Carvalho. Vozes da Diáspora expressa profunda admiração e respeito pelo trabalho de Bárbara, que, ao longo dos anos, tem promovido um diálogo entre…
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“Sambópera Woy”na Cultne TV
Lançamento da reportagem “Sambópera Woy” da Cultne TV, o maior acervo audiovisual de cultura negra da América Latina
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Março das Mulheres*: “Enfim 8 de Março de 2024” // Rejane Maria Stuntebeck
Rejane Maria Stuntebeck Mulher Preta, Educadora, filha, mãe, esposa, Enfim eu… É um 8 de março um tanto de tantos outros diferente. Mas é um tanto outro diferente, pois tem tantas outras mulheres lutando por uma sociedade fraterna, justa e solidária, com direitos e igualdades respeitadas. …É diferente porque tem nós; daí, não vou ficar…














